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24/05/2018

Diabetes custa R$ 29,9 bilhões ao ano para o Brasil

O diabetes custa quase R$ 30 bilhões por ano para o Brasil. É o que revela um estudo econômico realizado em cooperação entre Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Avaliação de Tecnologias em Saúde (INCT/IATS). Conforme o estudo, desenvolvido entre 2015 e 2017, os custos diretos somaram R$ 12 bilhões em despesas médicas ambulatoriais e hospitalares, além de R$ 6,4 bilhões em custos não-médicos, os quais envolvem gastos de pacientes e suas famílias com itens como alimentos dietéticos e transporte. A estes componentes foram agregados os custos indiretos, calculados em R$ 11,4 bilhões, os quais estão relacionados a perda de produtividade, incapacidade para o trabalho e aposentadoria precoce. A conta, desta forma, atinge R$ 29,9 bilhões anuais para o país.

O estudo foi produzido para suprir demanda do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde. Foram utilizados dados de hospitalizações no Sistema Único de Saúde (SUS), em 2014, e informações da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, uma análise sobre a utilização de recursos em saúde ouviu 1 mil indivíduos com diabetes em oito cidades brasileiras.

Para a pesquisadora do IATS e professora Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Luciana Bahia, embora extremamente elevados, os custos indiretos estão subestimados, pois não foram considerados as licenças médicas e morte prematura. Estimou-se um custo direto por indivíduo com diabetes em R$ 2.098,00 ao ano. “O diabetes impõe uma grande carga econômica aos sistemas de saúde, aos indivíduos e à sociedade, uma vez a doença aumenta o uso de serviços de saúde, a perda de produtividade e a incapacidade. Em função das complicações, pacientes diabéticos estão em maior risco de desenvolver outras doenças em comparação a não diabéticos”, complementa a pesquisadora.

Os dados foram apresentados no Congresso da Federação Internacional de Diabetes (Figura abaixo), que ocorreu em dezembro de 2017, em Abu Dabhi (Emirados Àrabes Unidos), e terá artigos submetidos para publicação nos próximos meses à revista Diabetes Care.

 

 

 

Texto e edição: Luiz Sérgio Dibe