A saúde não é percebida pelos profissionais que nela atuam como uma atividade econômica. Contudo, este tipo de análise é fundamental para compreensão da dinâmica e tendência do setor saúde. A analise de agregados econômicos (“Macro-economia da Saúde”) é fundamental para formulação, implementação e monitoramento das políticas de saúde.
O Relatório “Conta-Satélite de Saúde – Brasil – 2005-2007” do IBGE lançado no dia 09/12/2009 é um valioso agregado de informações para pesquisadores, gestores e formuladores de políticas de saúde, que fornece dados sobre tamanho das indústrias de medicamentos, matérias e equipamentos médicos, produção de serviços de saúde públicos e privados, geração de empregos no setor.
O objetivo principal do relatório foi fornecer o valor bruto da produção de bens e serviços de saúde de cada atividade econômica, um dos componentes das Contas Nacionais, e o valor dos insumos que essas atividades consumiram em seus processos produtivos (consumo intermediário). Somando-se os valores adicionados brutos por todas as atividades econômicas de um país e os impostos sobre produtos, chega-se ao Produto Interno Bruto (PIB).
Entre 2005 e 2006, a renda gerada pelas atividades econômicas relacionadas à saúde cresceu 4,3% no Brasil. Entre 2006 e 2007, o crescimento foi de 4,4%. Nesses anos, a geração de renda (valor adicionado) pelo total da economia do País cresceu 3,7% e 5,8%, respectivamente.
Em 2007, o “PIB da Saúde” correspondeu a R$ 137,9 bilhões. A despesa de consumo das famílias com bens e serviços de saúde chegou a R$ 128,9 bilhões (4,8% do PIB Brasileiro). As despesas da administração pública com esses bens e serviços foram de R$ 93,4 bilhões (3,5% do PIB Brasileiro). O consumo total de bens e serviços de saúde correspondeu a 8,4% do PIB Brasileiro, em 2007.
