Estratégias de vacinação contra a Covid-19 no Brasil: estudo de caso

Apresentação

A Covid-19 tornou-se uma emergência de saúde pública internacional relevante desde a descoberta do novo coronavírus (SARS-CoV-2). A rápida propagação do SARS-CoV-2 elencou a corrida por uma vacina segura e eficiente em todo o mundo.

Durante este período o número de casos da Covid-19 no Brasil aumentou exponencialmente, especialmente devido à falta de intervenções farmacêuticas eficazes e ao uso disseminado e inconsequente de intervenções não-farmacêuticas. Em Julho de 2020, o país tinha reportado mais de 1,45 milhões acumulados casos confirmados e cerca de 60,’000 mortes relacionadas com o Covid-19.

A disseminação do vírus levou à sobrelotação e à pressão excessiva sobre os sistemas de saúde. Embora tenha havido tentativas das autoridades para conter a propagação do vírus com intervenções não-farmacêuticas (como medidas de distanciamento físico, uso de máscara, higienização de mãos, quarentenas ou restrições de viagem) e mitigar as infecções com a administração de oxigênio e possíveis outras intervenções farmacêuticas promissoras, o sistema de saúde brasileiro foi colapsado. Isto realçou o fato de que a intervenção epidemiológica mais eficaz continuou a ser o desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz, que podia ser produzida rapidamente e distribuída rapidamente a uma grande parte da população.

Assim que o SARS-Cov-2 foi sequenciado geneticamente, diferentes pesquisadores no mundo começaram a envolver-se na investigação e desenvolvimento de uma vacina Covid-19. Graças a um esforço sem precedentes investimentos financeiros de governos, filantropos e do setor privado, este processo foi acelerado.

Em 16 de Março de 2020, a primeira vacina entrou em ensaios clínicos (o mRNA de Moderna 1273). Em junho e agosto, a China e a Rússia aprovaram as suas vacinas CanSino e SputnikV, respectivamente. Dia 31 de Dezembro de 2020, a OMS emitiu a sua primeira aprovação de utilização de emergência para uma vacina Covid-19 (Pfizer/BioNTech’s Comirnaty).

Até o momento da escrita deste projeto, há 14 vacinas sendo aplicadas na população mundial, 92 nas fases I, II ou III dos ensaios clínicos e outras 184 nas fases pré-clínicas.  Segundo estimativas publicadas pela OMS, mais de 1 bilhão de doses de vacinas contra a Covid-19 foi administrada. No entanto, existem grandes discrepâncias entre os países no lançamento da vacina.

O objetivo do presente estudo é descrever o desenvolvimento da estratégia de vacinação Covid-19 e o estado atual do progresso da vacinação no Brasil.

Trata-se de um projeto de colaboração internacional, coordenado pelo Institute of Global Health, University of Geneva, com colaboração de pesquisadores IATS.

Status: Em andamento
Início: Maio/2021

Conclusão prevista: Dezembro/2021
Eixo temático:
Doenças Infecciosas e Tropicais
Vacinas e Imunopreviníveis
Serviços de Saúde e Políticas Públicas

Eixo metodológico:
Pesquisas Epidemiológicas
Instituição coordenadora:
Institute of Global Health, Faculty of Medicine, University of Geneva

Instituição participante:
UFMG
Fonte de fomento:
Projeto 465518/2014-1 (INCT para Avaliação de Tecnologias em Saúde – IATS), Capes (Processo 88887.621583/2021-00)
Coordenação: 
Pablo Perel (Instituto de Saúde Global, Faculdade de Medicina da University of Geneva)

Integrantes:
Llanos Bernardeau Serra (Instituto de Saúde Global, Faculdade de Medicina da University of Geneva)
Agathe Nguyen Huynh (Instituto de Saúde Global, Faculdade de Medicina da University of Geneva)
Lara Sponagel (Instituto de Saúde Global, Faculdade de Medicina da University of Geneva)
Antoine Flahault (Instituto de Saúde Global, Faculdade de Medicina da University of Geneva)
Liudmila Rozanova (Instituto de Saúde Global, Faculdade de Medicina da University of Geneva)
Milena Soriano Marcolino (UFMG)
Nathalia Sernizon Guimarães (UFMG)
Raphael Augusto Teixeira de Aguiar (UFMG)

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