Febre maculoso no Brasil
Apresentação
A Febre Maculosa (FM) é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Rickettsia, transmitida por carrapatos. A FM pode levar a complicações graves, como insuficiência renal, convulsões, infecções secundárias, coma e alta taxa de letalidade. A ocorrência de internações em unidades de terapia intensiva e óbitos aumenta conforme o tempo decorrido entre o início dos sintomas e o início do tratamento oportuno.
Este estudo descreverá os casos e óbitos por febre maculosa no Brasil no período de 2016 a 2022, bem como analisará os fatores associados ao desfecho fatal da doença. Pretende contribuir para o conhecimento epidemiológico e clínico da febre maculosa e auxiliar os tomadores de decisão no âmbito clínico e de gestão na mitigação do problema, especialmente na redução da letalidade. Apesar dos esforços para aumentar a conscientização sobre a FM e sua notificação, ainda existem lacunas importantes em relação aos fatores que contribuem para as altas taxas de mortalidade associadas à doença. Portanto, a análise dos casos e óbitos por febre maculosa no Brasil nos últimos anos é fundamental para identificar esses fatores e desenvolver estratégias eficazes de prevenção e tratamento.
A partir dessa análise, espera-se que sejam identificados fatores como diagnóstico tardio, falta de informação e de acesso a tratamento oportuno como algumas das principais causas de mortalidade por FM. Esses resultados poderão orientar as políticas públicas na área de saúde, com o desenvolvimento de ações voltadas para a conscientização da população sobre os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Além disso, espera-se que essas ações ajudem a reduzir a incidência e a letalidade da FM no Brasil.
| Status: Em Andamento |
| Início: Setembro/2021 Conclusão Prevista: Dezembro/2024 |
| Eixo temático: Doenças Infecciosas e Tropicais |
| Eixo metodológico: Pesquisas Epidemiológicas |
| Instituição coordenadora: Universidade de Brasília |
| Instituições participantes: – |
| Fonte de fomento: Recursos próprios |
| Coordenação: Henry Maia Peixoto (Universidade de Brasília) Integrantes: Luciana Nogueira da Almeida Guimarães (Universidade de Brasília) |
